É fácil amar os que estão longe. Mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado. O amor é o único jogo no qual dois podem jogar e ambos conseguem ganhar. Nós não podemos controlar os nossos sentimentos. Não podemos escolher como o nosso coração irá agir e nem por quem ele irá se apaixonar.
É muito difícil querer definir um amigo. Amigo é quem te dá um pedacinho do chão, quando é de terra firme que você precisa. Ou um pedacinho do céu, se é o sonho que te faz falta. É quem já sentiu ou um dia vai sentir o mesmo que você. É aquele que sabe de todos os seus defeitos e do mesmo jeito vai continuar ao seu lado. É em que nós realmente podemos confiar de olhos fechados, sem nenhum medo de tropeçar. É aquela pessoa que diz “eu te amo” sem nenhum medo de má interpretação. Amigo de verdade é quem te ama e ponto. É verdade e razão, sonho e sentimento.
E, novamente, eu havia me transformado na mesma garotinha de antes. Insegura e confusa em seus próprios pensamentos. Eu pensei que tudo iria ser diferente. As suas promessas não foram reais e você me deixou de lado, caíndo em um precipício. Você me disse que a vida ensinou-nos que o amor não consiste em olharmos um para o outro, mas em olharmos juntos na mesma direção. Hoje, mais do que qualquer outra pessoa, eu vejo que o egoísmo teria se tornado uma saída. Eu só precisava te esquecer. Mas, infelizmente, recordar é fácil para quem tem memória e esquecer é difícil para quem tem coração.
O amor é vitorioso no ataque e invulnerável na defesa. Na vida, todos nós temos um segredo inconfessável, um arrependimento irreversível, um sonho inalcançável e um amor inesquecível. Nunca diga que amou alguém e o esqueceu. Apenas diga que não quer falar nele para que seus olhos não se encham de lágrimas, pois a tristeza do adeus vale mais do que a certeza do nunca mais. Eu te amo, mas não somente pelo que és, mas pelo que sou quando estou contigo. Pelos sentimentos que você desperta em mim. Não amar nada e nem ninguém é sofrer, amar é sofrer mais. As pessoas que mais amamos nos decepcionam muito, pois achamos que são perfeitas e esquecemos que são humanas. Não aprendemos a amar quando encontramos a pessoa perfeita, mas quando acreditamos na perfeição de uma pessoa imperfeita. E isso é o amor. Um sentimento complicado e impossível de ser compreendido e escrito em um turbilhão de palavras.
Há duas tragédias existentes na vida. Uma delas é ignorar os nossos sentimentos e, a outra, é aceitá-los. Conhecer você foi um erro, gostar de você é um deslize e te esquecer se tornou um desafio. A hora mais triste do amor é quando nós sabemos que ele deve morrer, mas não temos forças para matá-lo. O amor é um modo de viver e de sentir. É um ponto de vista um pouco mais elevado, um pouco mais largo; nele, descobrimos o infinito e horizontes sem limites. Quando abrimos os nossos corações, nos lembramos de que somos todos inacabados e estamos vivendo num processo de crescimento. O amor é um sentimento sublime. Um sentimento que supera os problemas e diferenças, resiste ao tempo e se fortalece com a distância. É difícil fugir e impossível de esquecer. Será que o amor vale a pena? O sofrimento e o medo de um final repentino e trágico nos persegue, lembrando-nos de como somos pequenos e frágeis diante de tantas emoções.
Não me mostre o paraíso e depois tire-o de mim. Isso é errado e insuportável. Sempre dói mais ter algo e perdê-lo, do que não ter aquilo desde o começo. Existe uma enorme diferença entre o amor e o ódio. A diferença é que, por ódio você mata e por amor você morre.
Não era como se eu estivesse cozinhando algo para comer. Era como se, de alguma forma, eu estivesse preparando os meus sentimentos para serem destruídos. As sombras ainda estavam lá, espantando toda a luz que eu desejava absorver. A sua promessa me chamou, fazendo com que o meu amor fosse resgatado. Há esperança além dessa noite escura e sombria. O vento gélido fazia com que eu me sentisse completamente sem vida. Eu sabia que, em algum momento dessa existência, o sol voltaria a brilhar. O mundo estava em chamas, mas ainda havia um antídoto: O amor.
Eu tive que cobrir os olhos para enxergar melhor. O vento forte daquela tarde de inverno fazia com que eu me sentisse completamente cega. Os meus lábios estavam dolorosamente partidos, gritando por um pouco de piedade. Eles queriam que eu saísse daquele frio insuportável, e eu também queria. Mas, por outro lado, algo me dizia que eu deveria permanecer ali… Esperando. Algo haveria de acontecer. E, no mesmo instante que os pequenos flocos de neve começaram a cair, uma sombra desfigurada apareceu não muito longe dali. Ela permaneceu imóvel por um instante, e, logo em seguida, ela sorriu. Eu não sabia quem, eu só sabia que deveria ser um homem. Um homem forte e lindo. O vento me trouxe o seu cheiro único e delirante. O meu coração falhou por uma pequena fração de segundos. O meu corpo congelou, demonstrando um pequeno sentimento de esperança. Eu rezei para que ele estivesse ali na minha frente, com o seu olhar protetor e com um sorriso no rosto me dizendo que tudo ficaria bem. […] Eu estava gritando. As lágrimas despencavam dos meus olhos e eu não conseguia segurá-las. – A dor é insuportável, Thomas. - Eu caí de joelhos, completamente exausta. – Eu imploro, Thomas. Eu imploro para que você volte, eu preciso de você. Eu preciso que você me diga que tudo ficará bem. – Eu murmurei. – Eu amo você, minha ilusão. – Logo em seguida, eu mergulhei em um mundo de total inconsciência e escuridão. Um mundo que, se permanecesse no escuro para sempre, me faria sofrer menos. Um mundo que nem eu sabia que existia.
Aquele pequeno porta retrato sorria para mim, como se ele quisesse me dizer que tudo ficaria bem. Eu o segurei de uma forma delicada, pensando em tudo que ele poderia significar. Aquele dia tinha sido extremamente entediante. […] O porta retrato escorregou de minhas mãos, quebrando-se por inteiro. Eu murmurei um palavrão, ajoelhando-me no chão. Eu não deveria ter sido tão egoísta, e, neste momento, eu só queria que ele estivesse aqui, me perguntando se eu não queria sua ajuda para alguma coisa. Eu respirei fundo, limpando uma de minhas lágrimas que insistiam em ir de encontro ao chão. Eu nunca dei muita importância a ninguém, eu sempre fui egoísta. Uma menina fútil e sem coração. Hoje, mais do que nunca, eu sabia como era sofrer por alguém, e sabia, também, que eu deveria ter dito que o amava e o quanto ele significava para mim. A culpa e a solidão preenchiam-me dolorosamente. […] Neste momento, eu tinha certeza de que escondia um coração, pois ele não parava de doer.